Hoje eu gostaria de comentar sobre as conversas que escuto no transporte coletivo urbano da cidade de São Paulo.
Esse hobby, ou esporte, ou passatempo, bom denomine como achar melhor. És fascinante.
Você encontra diversas pessoas desconhecidas todos os dias com as suas melhores histórias e acontecimentos do dia-a-dia. Logo esta você saindo de sua querida residência para ir até um local denominado ponto onde os veículos de aproximadamente 40 assentos sem contar o do motorista e do cobrador os únicos na vida que nunca serão passageiros e mais um espaço para aproximadamente 60 pessoas, isso é que diz os adesivos colocados nos ônibus, Porém na pratica nada é praticado conforme o descrito, digo isso pois, experimente pegar uma linha chamada Cidade Tiradentes X Paraíso em qualquer hora ou qualquer momento você nunca irá encontrar o que esta especificado no querido adesivo afixado no ônibus. Aquele ônibus parece mais um Pau-de-Arara, mas enfim isso não vem ao caso.
Voltando as queridas conversas dentro do ônibus.
Estava eu um dia saindo de minha querida residência indo direto ao ponto literalmente para pegar um ônibus. Neste dia estava sem sono algum o que me permitiu ficar pensando em coisas fúteis como quantos litros de cerveja meu querido corpo deve agüentar, ou como seria meu magnífico físico se eu fosse um cara estilo meu Mestre o Oliver do “Teste de Fidelidade” mas ai do nada eu ouço vozes e eu pergunto a mim mesmo: com que freqüência? O tempo todo. Quando me deparo, são duas pessoas dialogando sobre os acontecimentos de suas vidas, e meu na boa e eu acho tão da hora que eu começo a imaginar tudo em minha mente fantasiando todo o dialogo dos indivíduos.
Por exemplo:
Às vezes estão duas amigas conversando e você começa a prestar atenção:
...
- Você viu menina ontem?
-O que?
-Meu se não sabe?
- Se você não me contar não vou saber neah!
-Nossa ou garota curiosa viu!
-Conta Logo!
-Então o Fernandinho foi foda! ontem meu Deus do céu, ele me deixou louquinha!
- O Que? Que ele fez Mariva?
- Ele comeu coco do João Vitor!
- Como assim comeu coco do João Vitor?
- Então o doido me disse que gosta tanto do filho, que para provar ainda mais este amor ele decidiu por algo que saía do filho dentro dele para guardar com carinho.
-Meu Deus que homem doido!
...
Ai neste dialogo você para e pensa no inicio da história, você começa a pensar que mulher é safadinha e jambrou varias vezes naquele dia e ficou louquinha de prazer, porém no desenrolar da trama você percebe como a personagem do Fernando é problemática.
E no fim você acaba tendo um filme mental não muito prazeroso de se assistir, só de imaginar o Fernandinho comendo coco me deu ânsia.
Esta arte de ouvir é tão boa que garanto que vários roteiristas de peças teatrais e filmes já iniciaram uma boa história de um belo dialogo ou uma conversa grupal em um transporte coletivo, exceto aqueles que só sabem fazer filme de super-heróis ou adaptações de grandes best-sellers. Portanto fica uma dica se você não tem o que fazer dentro do ônibus, se a pilha ou a bateria do seu mp37 acabou, olhe a sua volta pois sempre terá varias histórias de todos os lados, basta prestar atenção em apenas uma ou algumas e seja feliz aposto que daria um belo melodrama.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
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2 comentários:
Muitas vezes me peguei escutando as conversas alheias no ônibus.
Ônibus é uma onda, quanto mais cheio mais histórias, mais zona, mais Mirtes...
Embora seja muitas vezes desconfortável , rende muitas risadas.
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